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terça-feira, 26 de junho de 2012

O vento vai responder





Quantos caminhos se tem que andar
Antes de tornar-se alguém?
Quantos dos mares temos que atrevessar
Pra poder, na areia, descansar?
Quantas mais balas perdidas voarão
Antes de desaparecer?
Escute o que diz
O vento, my friend
O vento vai responder
Quantas vezes olharemos o céu
Antes de saber enxergar?
Quantos ouvidos terá o poder
Para ouvir o povo chorar?
Quantas mais mortes o crime fará
Antes de se satisfazer?
Escute o que diz
O vento, my friend
O vento vai responder
Quantos anos pode uma montanha existir
Antes do mar lhe cobrir?
Quantos seres ainda irão torturar
Antes de se libertar?
Quantas cabeças viraram assim
Fingindo não poderem ver?
Escute o que diz
O vento, my friend
O vento vai responder

Zé Ramalho & Bob Dylan

terça-feira, 19 de junho de 2012

Beira Mar Capítulo II




Quando o dia morre que a noite avança
Óh brisa marinha bafeja e murmura
Nos braços divinos da Santa Natura
A noite soturna tristonha descansa
O mundo adormece e o mar se balança
A lua de prata começa a brilhar
Jogando reflexos dourados no ar
Rasgando o véu preto que envolve o espaço
Matando a metade do grande mormaço
Que agita as procelas na beira do mar

Em cima da Terra o mar permanece
Cheio de enigmas completo de enredos
Guardando mistérios e grandes segredos
Ciências ocultas que o chão desconhece
É bravo gigante que nunca adormece
Um minuto apenas não pode parar
A Terra girando suspensa no ar
Obriga que as águas se movam também

Sem obedecerem na terra a ninguém
Somente a Netuno que é mestre do mar

No mundo da gente qualquer ser humano
Que viva pisando no globo terrestre
É uma energia que para seu mestre
É só contemplar este grande oceano
Aonde o poder de um ser soberano
Está retratado sem nada faltar
Grandeza que o homem não pode imitar
Nem mesmo em oitenta milhões de semanas

Aonde a ordem supera as humanas
No céu e na terra e por dentro do mar.

Zé Ramalho<



A Grandeza do Mar!!!


Você sabe por quê o mar é tão grande
Tão imenso... Tão poderoso...
É porque teve a humildade de colocar-se alguns
centímetros abaixo de todos os rios.

Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro;
centímetros acima de todos os rios,
não seria mar, mas sim uma ilha.

Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.
A perda faz parte.
A queda faz parte.
A morte faz parte.

É impossível vivermos satisfatoriamente.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.

Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber viver.

Se aprenderes a perder, a cair, a errar,
ninguém mais o controlará.

Porque o máximo que poderá acontecer a você é cair,
errar e perder. E isto você já sabe.

Bem aventurado aquele que já consegue
receber com a mesma naturalidade o ganho e a perda...
o acerto e o erro... o triunfo e a queda... a vida e a morte.
Autor: Paulo Roberto Gaefke
Livro: Quando é preciso Viver

terça-feira, 5 de junho de 2012